segunda-feira, 21 de maio de 2012

Brasileiro vai trabalhar 150 dias em 2012 só para pagar imposto, diz IBPT

O contribuinte brasileiro irá trabalhar até o dia 29 de maio só para pagar impostos, taxas e contribuições às três esferas de poder: federal, estadual e municipal. No total serão 4 meses e 29 dias - 150 dias -, um dia a mais do que em 2011, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), divulgado nesta segunda-feira (21).
“Em 2011, o brasileiro trabalhou 149 dias; em 2010, foram 148 dias; em 2009, 147 dias; e em 2008,148 dias. A quantidade de dias dobrou em relação à década de 1970, quando eram necessários 76 dias de trabalho para esse fim”, afirma o presidente executivo do Instituto, João Eloi Olenike.
Segundo o estudo do IBPT, dependendo da faixa de renda, o contribuinte terá de trabalhar mais dias no ano para ficar quites com o Leão: os que têm rendimento mensal de até R$ 3 mil trabalharão 143 dias; os que possuem rendimento de R$ 3 mil a R$ 10 mil, 159 dias, e aqueles que ganham acima de R$ 10 mil trabalharão152 dias.
O estudo faz uma comparação com a situação em outros países. “O Brasil fica atrás apenas da Suécia, onde o contribuinte destina 185 dias para o pagamento dos tributos. Na França, são necessários 149 dias; nos EUA, 102 dias; e no México, 95 dias”, afirma Olenike.
O IBPT destaca que, além da tributação incidente sobre os rendimentos, como Imposto de Renda Pessoa Física, INSS, previdências oficiais e contribuições sindicais, o cidadão brasileiro paga tributos indiretos sobre o consumo, inclusos no preço dos produtos e serviços (PIS, COFINS, ICMS, IPI, ISS, etc) e sobre o patrimônio (IPTU, IPVA, ITCMD, ITBI, ITR). As taxas (limpeza pública, coleta de lixo, emissão de documentos) e contribuições (iluminação pública) também estão consideradas no cálculo.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2012/05/brasileiro-vai-trabalhar-150-dias-em-2012-so-para-pagar-imposto-diz-ibpt.html

terça-feira, 15 de maio de 2012

União europeia, austeridade ou crescimento econômico?

Os resultados recentes das eleições em países europeus traduzem claramente a aversão das populações à estratégia de corte de gastos, defendida, especialmente, pela chanceler alemã Angela Merkel. Isso especialmente em países como Grécia e França, em que o candidato François Hollande, do partido socialista, derrotou o então presidente Nicolas Sarkozy, aliado da Alemanha na implantação de uma política de austeridade à zona do euro. A opinião é de Monica de Bolle, consultora do IBRE, especialista em política externa. Para ela, uma mudança de postura de líderes europeus como Merkel e Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu (BCE), já estaria sendo percebida antes mesmo do que foi computado nas urnas. “A alteração que antevejo é a possibilidade de que, ao longo dos próximos meses, a ideia de espaçar os ajustes fiscais no tempo, sobretudo no caso daqueles países mais afetados pela crise, seja aceita.” E acrescenta: “A retórica dura provavelmente não mudará, mas se a Espanha, por exemplo, puder fazer menos do que os três pontos percentuais do PIB de ajuste que estão contratados para este ano, com alguma ajuda do BCE via compras nos mercados secundários de dívida para aliviar as necessidades de financiamento, isso já será um grande avanço”.

Mais alinhado às reivindicações do povo europeu, Hollande acredita que a fórmula para tirar a União Europeia da crise seria dar ênfase ao crescimento econômico, diferente do foco à austeridade pregado por Merkel. Segundo de Bolle, a disparidade entre as políticas econômicas defendidas por França e Alemanha deve interferir pouco nas relações entre ambos os países. “Não vejo grandes mudanças nessa aliança. A realidade é que com a devastação da Grécia e os temores do que podem ocorrer com a Espanha, os políticos já devem ter entendido que ajustes rápidos e intensos quebram países. Não é à toa que Merkel fala abertamente em introduzir as medidas pró-crescimento na pauta da reunião de cúpula de junho”, salienta. “Apenas o nome da dupla dinâmica ficará pior: de ‘Merkozy’ para ‘Merllande’”, brinca.
Fonte: Maio 2012 | Conjuntura Econômica

sexta-feira, 27 de abril de 2012

ELASTICIDADE

A elasticidade é uma medida de resposta da quantidade ofertada ou demandada avariações em seus determinantes, a saber, condições de mercado. Mede quanto aquantidade ofertada ou demandada varia em função do preço.
Os fatores determinantes da elasticidade-preço da demanda são: 1)disponibilidade de substitutos próximos; 2) se o bem é necessário ou supérfluo; 3) adefinição do mercado (quanto mais específico mais inelástico será) e 4) horizonte dotempo (os bens tendem a ser mais elásticos no longo prazo). Portanto, os bens escassostem menos elasticidade preço e são mais difíceis de ofertar a curto prazo.A elasticidade determina a disposição de sair ao mercado.
A elasticidade da ofertadetermina se os vendedores têm boas alternativas de produção do bem numa condiçãodesfavorável. A elasticidade da demanda diz se os compradores têm boas alternativas deconsumo na falta do bem em questão. Quanto à elasticidade o bem pode serperfeitamente elástico, elástico, unitário, inelástico ou perfeitamente inelástico.
Os outros tipos de elasticidade são: elasticidade-renda da demanda e a elasticidade-preço cruzada da demanda, que verifica a variação percentual da quantidade demandada de um bem 1 em função da variação do preço do bem 2.
A receita total tende a aumentar se aumentarmos o preço de um bem de demandainelástica, e a diminuir no caso de o bem ser elástico.

OFERTA E DEMANDA

A lei da oferta e da demanda diz que o preço de qualquer bem ou serviço ajusta-separa trazer a quantidade demandada desse bem ao equilíbrio. Para saber como aeconomia será afetada por um acontecimento precisa-se pensar nos seus impactos sobre aoferta e a demanda.A quantidade ofertada de um bem é positivamente relacionada com o preço,enquanto a quantidade demandada dele tem relação negativa com esse.Pode-se deslocar a curva de oferta através de: 1) variação nos preços dos insumosnecessários para a produção do bem; 2) desenvolvimento da tecnologia; 3) expectativasquanto ao aumento ou diminuição do consumo do bem em questão; 4) alteração nonúmero de vendedores.Já a curva de demanda pode ser deslocada por: 1) flutuações na renda (deve-seobservar ainda se o bem é um bem normal ou inferior); 2) alterações nos preços dos benssubstitutos e complementares; 3) os gostos da população com relação ao produto; 4) asexpectativas quanto ao aumento da produção do bem; 5) alteração no número decompradores.Deve-se observar a distinção entre o deslocamento da curva e o deslocamento aolongo dela. No primeiro caso,ela desloca-se quando altera-se uma variável externa, ouseja, nem o preço nem a quantidade ofertada/demandada. Assim, está-se disposto aconsumir/produzir mais/menos do bem em questão por um preço dado.odeslocamento ao longo da curva mostra uma alteração nas variáveis internas, ou seja,preço ou quantidade ofertada/demandada.O equilíbrio da oferta e da demanda é atingido quando a curva da oferta se cruzacom a curva da demanda, ou seja, a quantidade ofertada é igual à quantidade demandada.Desse modo, o preço de ajusta de modo a igualá-los. Assim, a quantidade e o preçotendem a se ajustarem no ponto de equilíbrio. Sendo o preço o mecanismo derelacionamento dos recursos escassos, quando ele está acima do ponto de equilíbrio tem-se uma quantidade ofertada maior do que a quantidade demandada, gerando um excessode oferta. Caso contrário, haverá um excesso de demanda.

OS 10 PRINCÍPIOS DA ECONOMIA

Como as pessoas tomam decisões
A economia reflete o comportamento das pessoas que a compõe. Os quatro primeiros princípios da economia estão relacionados com as decisões individuais.
   1. As pessoas enfrentam tradeoffs
“Nada é de graça”. Para se conseguir algo é necessário tomar decisões. A tomada de decisão exige escolher algo em detrimento de outra opção.
Um exemplo é a alocação do tempo, o recurso mais precioso de um estudante. Este pode usá-lo para estudar história. Ou pode usá-lo para estudar economia. Ou uma combinação de ambos. O mais importante é que ao fazer a opção por história, estará deixando de estudar economia.
Usar o dinheiro agora ou poupá-lo? Usar um real agora significa que não terá este real no futuro. Guardá-lo significa que não poderá usá-lo agora.
Quando os indivíduos agrupam-se em sociedade surgem outros tipos de tradeoffs. Alguns clássicos:
 •“armas ou manteiga”. Quando se gasta com defesa nacional, obtém-se armas e uma sociedade mais protegida. No entanto, diminui-se a produção e menos se poderá gastar com os bens de consumo representados pela manteiga.
poluição e alto nível de renda. Políticas de proteção ambiental custam caro e causam três efeitos: diminuição da margem de lucro do empreendedor, salários menores ou preços mais altos. Normalmente uma combinação dos três. Para proporcionar um meio ambiente menos poluído e com evidentes benefícios para a saúde é preciso encarar o custo de um menor padrão de renda para empresários, trabalhadores e clientes.
eficiência e equidade. Eficiência refere-se ao melhor uso possível do recurso disponível. Equidade à distribuição do recurso pela sociedade. A primeira refere-se ao tamanho do bolo construído e a segunda à distribuição deste bolo. As políticas sociais, o imposto de renda, levam à uma maior equidade; no entanto, diminuem a recompensa pelo trabalho produtivo e com isso as pessoas trabalham menos e produzem menos. Quando um governo tenta dividir um bolo em fatias iguais, o bolo diminui de tamanho.
Reconhecer que as pessoas enfrentam tradeoffs são significa dizer como deverão proceder, apenas que devem considerar este fator ao tomar decisões pois terão uma melhor visão de suas opções.
   2. O custo de alguma coisa é aquilo que você desiste para obtê-la
Quanto custa para um estudante fazer uma universidade? Se pensar em mensalidade, moradia e alimentação estará ainda longe deste custo. Moradia e alimentação ela teria de qualquer jeito, talvez até mais barato. Quando custo o fato desta pessoa não estar trabalhando? Para a maioria dos estudantes o salários que deixam de ganhar, enquanto estão na faculdade são o maior custo de sua educação.
O custo de oportunidade de um item é o que se abre mão ao escolhê-lo.
   3. As pessoas racionais pensam na margem
As decisões que tomamos na vida raramente são “preto no branco”; elas geralmente envolvem diversos tons de cinza. A decisão não é de jejuar ou comer até estourar, a decisão é se comemos mais um bife ou não, mais uma colher de arroz ou não. São as mudanças marginais, vale a penas comer esta colher a mais? Qual será meu benefício marginal? Qual será meu custo marginal?
Em muitos casos as pessoas tomam melhores decisões quando pensam na margem. Um tomador de decisão executa uma ação se, e somente se, o benefício marginal da ação ultrapassa o custo marginal.
   4. As pessoas reagem a incentivos
Como as pessoas tomam decisões por meio de comparação de custos e benefícios, seu comportamento pode mudar quando os custos e benefícos mudam. Quando o preço da maçã sobe, as pessoas passam a comer mais pêra. Ao mesmo tempo, os produtores contratam mais pessoas e passam a produzir mais maçãs. O resultado é uma pressão para diminuição do preço pelo aumento da oferta e diminuição da procura.
Muitas políticas afetam os benefícios e os custos para as pessoas, muitas vezes de maneira indireta. Ao analisarmos qualquer política, precisamos considerar não apenas seus efeitos diretos, mas também aos efeitos indiretos que operam por meios de incentivos.
Como as pessoas interagem
   5. O Comércio pode ser bom para todos
O comércio não é uma prática esportiva; a vitória de um não significa a derrota do outro. Empresas concorrem umas com as outras, países concorrem uns com os outros, indivíduos concorrem um com os outros. No entanto, ao mesmo tempo em que são concorrentes, conseguem se beneficiar do comércio entre eles. O comércio pode ser um jogo em que os dois jogadores ganham.
O comércio permite que as pessoas se especializem nas atividades em que são melhores, permitindo que desfrutem de uma maior variedade de bens e serviços.
   6. Os Mercados são Geralmente uma Boa Maneira de Organizar a Atividade Econômica
Este insight deve-se principalmente à Adam Smith. Por mais que indivíduos e empresas busquem o lucro pessoal e pensem individualmente, o resultado final é favorável à sociedade como um todo. Smith usou o termo mão invisível do mercado para descrever este paradoxo. Para que este efeito aconteça, a competição é fundamental pois gera preços menores e maior eficiência na produção.
Em contraste, a teoria do planejamento central era de que apenas o governo poderia organizar a atividade econômica de uma maneira que promovesse o bem-estar econômico de todo o país.
O principal mecanismo para organizar a atividade econômica é o preço. Quando ele pode flutuar livremente, permite os ajustes automáticos do sistema. No planejamento centralizado, os preços eram fixados por agentes do estado que impedia o ajuste automático dos preços e, em consequência, que a mão invisível atuasse coordenando as milhões de famílias e empresas que compõe a economia.
   7. Às vezes os Governos Podem Melhorar os Resultados do Mercado
Para que a mão invisível funcione, é preciso que o governo a proteja. Os mercados só funcionam bem se o direito à propriedade é respeitado. Ninguém investe na produção se não tiver garantias que este investimento estará protegido.
Além disso,  existem dois motivos genéricos para que o governo intervenha na economia:
1.Externalidade. São os impactos das ações de uma pessoa ou empresa no bem-estar do próximo. Um exemplo é a poluição. O governo precisa agir para conter as externalidades.
2.
Poder de Mercado. É a capacidade de algumas pessoas ou empresas de influírem indevidamente nos preços. O poder de mercado é nocivo à concorrência.
Quanto há externalidades ou poder de mercado, políticas públicas bem concebidas podem aumentar a eficiência econômica.
Como a economia funciona
   8. O Padrão de Vida de um País Depende de sua Capacidade de Produzir Bens e Serviços
Quase todas as variações de padrão de vida podem ser atribuídas a diferenças de produtividade entre os países _ ou seja, a quantidade de bens e serviços produzidos em uma hora de trabalho. A taxa de crescimento da produtividade de um país determina a taxa de crescimento de sua renda média.
Para elevarem os padrões de vida, é preciso elevar a produtividade garantindo:
melhor nível de educação
ferramentas adequadas
tecnologia

   9. Os Preços Sobem Quando o Governo Emite Moeda Demais
Trata-se da inflação, a elevação de preços que ocorre na sociedade de forma geral. Ela é causada principalmente pela elevação da quantidade de moeda em circulação. Um dos vilões é o governo que muitas vezes precisar emitir dinheiro para saudar seus próprios compromissos.
Seu efeito é nocivo para a sociedade. Manter a inflação em níveis baixos é um objetivo permanente das autoridades econômicas.
   10. A Sociedade Enfrenta um Tradeoff de Curto Prazo entre Inflação e Desemprego
Por uma série de motivos, pelo menos no curto prazo, a diminuição da inflação leva ao aumento do desemprego e vice-versa. Este efeito é medido por um gráfico chamado curva de Philips. A escolha entre desemprego e inflação é apenas temporária, mas pode levar alguns anos.
Por causa disso, reduzir a inflação torna-se ainda mais difícil para os governos pois pode gerar um recessão temporária.

Fonte: Introdução à Economia, Gregory Mankiw

domingo, 18 de março de 2012

Lagarde vê sinais de estabilização da economia mundial

A diretora gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou neste domingo em Pequim que a economia mundial mostra "sinais de estabilização", apesar das dificuldades para enfrentar algumas "fragilidades".
"Os últimos anos foram extremamente difíceis em muitos lugares do mundo. E nos últimos meses, a situação era inclusive sombria", afirmou no Fórum de Desenvolvimento da China, que reuniu no fim de semana em Pequim empresários e investidores de várias partes do mundo, além de autoridades chinesas.
"Vemos hoje novos sinais de estabilização, sinais de que as políticas aplicadas dão frutos. As condições dos mercados se distenderam e os indicadores econômicos recentes começam a melhorar, inclusive nos Estados Unidos", completou Lagarde.
Lagarde também destacou os "avanços importantes com o renovado apoio à Grécia do FMI e seus sócios europeus".
"Depois deste esforço coletivo, a economia mundial não está mais à beira do precipício e temos razões para ser otimistas", insistiu Lagarde.
A diretora do FMI ressaltou, no entanto, que ainda existem "fragilidades econômicas e financeiras maiores a enfrentar", como a fragilidade persistente dos sistemas financeiros, um endividamento público e privado que continua sendo muito importante em muitas economias desenvolvidas ou preços do petróleo muito elevados.
Além disso, Lagarde afirmou que a China deve "continuar reorientando os motores do crescimento econômico, os investimentos e as exportações para o consumo interno", com o objetivo de compartilhar os frutos do crescimento.
O vice-premier chinês Li Keqiang, que para muitos analisas substituirá no próximo ano o atual primeiro-ministro Wen Jiabao, insistiu na necessidade de reequilibrar o crescimento do gigante asiático para uma demanda interna maior.
"Temos que utilizar projetos de ajuda social como vetores de crescimento", declarou Li.
Uma proposta que foi respaldada pelo secretário-geral da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE), Angel Gurría, para quem mais gastos sociais na China seriam bons para o crescimento porque a população teria a "tendência de consumir mais".

Informação retirada do site: http://www.pop.com.br/popnews/noticias/economia/699740-Lagarde-ve-sinais-de-estabilizacao-da-economia-mundial.html

sexta-feira, 16 de março de 2012

Inflação dos EUA tem maior alta em 10 meses, a 0,4% em fevereiro

Os preços ao consumidor norte-americano tiveram em fevereiro a maior alta em dez meses com o aumento dos preços da gasolina, divulgou nesta sexta-feira (16) o Departamento do Trabalho do país. O relatório cita, contudo, que há poucos sinais de crescimento de pressões inflacionárias.
O índice de preços ao consumidor avançou 0,4% em fevereiro, após subir 0,2% em janeiro. O resultado veio em linha com as expectativas dos economistas. Gasolina foi responsável por mais de 80% do aumento dos preços ao consumidor no mês passado, disse o departamento.
Fora os setores voláteis de alimentos e energia, as pressões inflacionárias foram, em geral, contidas. O núcleo do índice subiu 0,1%, depois de ganhar 0,2% em janeiro. O aumento de fevereiro foi abaixo das expectativas dos economistas consultados em uma pesquisa da Reuters, que esperavam um aumento de 0,2%.
O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, disse na terça-feira que o recente aumento nos custos de energia deveria pressionar temporariamente a inflação. No longo prazo, a inflação deve ficar igual ou abaixo de sua meta de 2%, disse o banco central.
Embora o banco central tenha reiterado sua expectativa de que as taxas de juros dos depósitos de um dia continuem perto de zero até pelo menos o final de 2014, não ofereceu pistas sobre se irá anunciar uma terceira rodada de compra de títulos ou de "quantitative easing" para manter os custos dos empréstimos baixos a fim de estimular a recuperação.
No mês passado, a inflação geral foi impulsionada pelos preços da gasolina, que subiram 6%, o maior aumento desde dezembro de 2010, depois de subir 0,9% em janeiro.
Embora o aumento dos preços da gasolina seja uma pressão sobre os consumidores, até agora não causou um forte recuo nos gastos, graças a uma melhora do mercado de trabalho.
Os preços dos alimentos ficaram estáveis no mês passado depois de terem subido 0,2% em janeiro. A alta nos preços dos alimentos foi a mais fraca desde julho de 2010.
Os preços aos consumidores no geral subiram 2,9% na comparação anual, após o aumento na mesma margem em janeiro.
O núcleo dos preços ao consumidor foi contido no mês passado pelos preços de vestuário, que caíram 0,9% - a maior queda desde julho de 2006 - depois de subir 0,9% em janeiro. Houve também queda nos preços de tabaco, passagens aéreas, carros usados e caminhões.
Mas os preços dos veículos novos subiram 0,6% depois de ficarem estáveis em janeiro. Embora os custos de habitação tenham ficado estáveis, o aluguel equivalente dos proprietários subiu apenas 0,1% no mês passado, após subir 0,2% no mês anterior.
Nos 12 meses até fevereiro, o núcleo dos preços ao consumidor subiu 2,2%, após avanço de 2,3% em janeiro. Essa medida se recuperou de uma baixa recorde de 0,6% em outubro, e o Fed gostaria de vê-la mais perto de 2%.
Informação retirada do site: http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/03/inflacao-dos-eua-tem-maior-alta-em-10-meses.html